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André Comte-Sponville

Postado por Marco Antonio Categoria Filosofia, Livros

Entrevista à revista CULT n°131, dezembro de 2008.

sponvillenovo_miolo"O niilismo faz o jogo da barbárie", afirma André Comte-Sponville, 56, um dos filósofos mais populares e respeitados hoje, na França, cuja obra já foi traduzida para mais de 20 idiomas. Na contra-corrente de escritores populares que tematizam o problema da religião no mundo contemporâneo, mas que participam de uma cruzada radical e militante pelo ateísmo – figuras como Michel Onfray, Christopher Hitchens e Richard Dawkings – Comte-Sponville opta pelo meio-termo e defende um "ateísmo fiel", uma espiritualidade forte porém contrária à idéia transcendente de Deus, uma espiritualidade guiada apenas pelas virtudes e pela sabedoria da tradição filosófica cética e humanista. Um pensamento da imanência como resposta às convulsões morais do nosso tempo? Para o filósofo, sem dúvida. O saber filosófico deveria superar a crença religiosa, inclusive em sua dimensão espiritual, o que não implica aversão à religião nem queda ao niilismo. "A laicidade não significa ódio às religiões", ao passo que o niilismo, em seu esvaziamento ético, "conduz à idolatria mercantil" e à violência, diz o pensador que, no início deste ano, foi convidado pelo presidente Sarkozy a compor o Comitê Nacional de Ética da França.
     "Liberal de esquerda", como mesmo se define, Comte-Sponville acredita que a função política do intelectual é o de "trazer um pouco de complexidade ao debate público" e não o de "dar lições de moral" ou "dizer em quem votar". Seus livros (entre eles, o hit das prateleiras filosóficas, Pequeno tratado das grandes virtudes) são marcados pelo estilo direto e acessível, o que levou o autor a receber o anátema de " nouveau philosophe", em referência aos autores dos anos 1970 e 1980 que foram criticados por incentivar uma popularização quase caricatural da filosofia. O autor se defende: "Pelo contrário. Sou um filósofo antigo: procuro pensar à maneira dos antigos, especialmente Epicuro e Espinosa, para resolver problemas atuais". Nesta entrevista, concedida à CULT, Comte-Sponville fala da crise econômica atual, de sua atuação política e de sua temática principal: a renovação da espiritualidade e de uma felicidade ancorada na lucidez dos antigos.

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John Hick – 2

Postado por Marco Antonio Categoria Livros

Filósofo da Religião e do Pluralismo Religioso.

Após desconstruir a idéia de uma possível encarnação divina de forma literal, través de sua argumentação histórica em torno do fato, Hick adentra a sua área, ou seja, a filosofia da religião, onde explana com maestria suas idéias sobre um pluralismo religioso. Sugere então o autor sua teoria da encarnação metafórica da divindade em Jesus, afirmando que “O uso metafórico da linguagem situa-se em contraste com o seu uso literal (…)”, em que “metáfora é uma forma não literal ou figurativa (…) em que o sentido do falante difere do sentido de dicionário. Mas revelou-se difícil situar a forma precisa em que o termo difere; na verdade, ela jamais foi definida de qualquer modo genericamente aceitável. A idéia central, porém, é indicada pela derivação da palavra a partir do grego metaphorein, ‘transferir’. Trata-se de uma transferência de sentido (…). Dessa forma o sentido metafórico é gerado pela interação de dois conjuntos de idéias.” [HICK, 2000;136,137]

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