24.11.17

l.u.g.a.r

24.11.17

Ali, onde a brisa sopra levemente
Minha voz reverbera sem medo
E a tua preenche minh’alma de intrepidez
E os banzeiros do rio são brandos e as águas plácidas.
Ali é o lugar que procuro, é o sorriso que anseio
Mãos que se enlaçam e se sustentam umas nas outras
O perfume do aljofre e das flores quaresmeiras
Trazem-me uma singela e despojada alegria
Uma paz sem igual.
Meus olhos persistem em beber o horizonte,
Porfiam em ser teus,
Como o vívido e eloquente amarelo dos ipês
A beleza tem nome e voz
O semblante que, ora admiro, ora me inquieta
Já sonhei com ele certos instantes
Despeitei com o sol que brilhava dentro de mim
Mas nalgum momento comecei a fazer morada nessa luz
Esperança que não engana
Presença que permanece e edifica
E a completude da beleza abraça
Os meus átimos de perenidade.

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Entre notas de rodapé - 2017

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