25.11.17

Jardins e jardineiros

25.11.17

Na nossa casa, sempre que podemos, cultivamos um jardinzinho. Não é “grandes coisas”, nem é parecido com aqueles jardins belíssimos de Amsterdã, mas sua dimensão é suficiente para que as rosas, os jasmins, pingos-de-ouro, hortênsias, flores das mais variadas cores cresçam e enfeitem com sua gama de tonalidades. Enfim, nada que afugente os olhos, mas o suficiente para amansar o coração. Ocorre que, por vezes, o jardineiro que cuida do horto, precisar aplicar remédios nas flores para espantar as pragas. Ele, o jardineiro, é um médico das flores, porque zela com todo esmero, dos brotos que ali desabrocham. Fiquei aqui matutando. Hoje em dia, estamos aflitos, angustiados, tensos com o trânsito caótico, delações, horários e dissabores repentinos. O jardineiro, também com seus problemas, aflige-se com a coloração e saúde das rosas, com as lagartas que invadem o jardim e o destroem. A vida tem dessas coisas, não é mesmo?! Vez ou outra somos essas flores que necessitam de ternos cuidados, mão leve, água para prosperar; em outras, somos esse jardineiro que guarda a beleza desse pequeno lugar recheado de cores e odores, como um pai ou uma mãe que quer poupar os filhos e filhas das inevitáveis asperezas desta vida.

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Entre notas de rodapé - 2017

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