4.5.17

"Um convite ao silêncio necessário para se escutar as necessidades da alma"

4.5.17

Marisa Monte proclamou com sabedoria e sutileza essa máxima. Mais que bonito, é verdadeiro. Numa de suas canções, ela canta lindamente: “faça sua dor dançar, atenção para escutar esse movimento que traz paz cada folha que cair, cada nuvem que passar”. Vez ou outra é bom ficar sozinho. Conversar consigo mesmo, encontrar-se. Vivemos num mundo de barulhos. Silenciar é o que menos nos pedem hoje em dia. A todo instante estamos conectados com nossos smartphones, notebooks, plugados nas redes sociais que nos alimentam a todo instante com informações, informações e mais informações. Quem aguenta? Tem hora que cansa e precisamos de um: STOP! Faço-vos um convite: silenciar. Isso mesmo! Escutar o que o teu Eu, lá no fundo, quer te dizer. É diante dessas perturbações diárias, que precisamos permitir-nos silenciar, esvaziar a mente. Tentar tirar da cabeça todo pensamento negativo, tudo aquilo que não nos faz bem. Deixar fluir. Fitar os olhos para algum lugar que nos embevece. Percebe algum pensamento, alguma ideia, algum sentimento? Tranquilize a nervosidade. Acalente sua respiração ofegante. Quando silenciamos, é possível ter a impressão que todo o silêncio interior mira em cada um de nós um outro que não é você, mas que une-se a sua verdadeira identidade. Sentimos até certo receio, desse olhar voltado para nós mesmos: um olhar decifrador, desafiador. Olhar de inquietação de si, como se mergulhássemos imponderavelmente, descobrindo os enigmas interiores. São raros esses momentos de inefabilidade, onde podemos nos encontrar, deixando que a voz silenciosa do Mistério ressoe, num convite à nossa constante construção.

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Entre notas de rodapé - 2017

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