5.11.16

Poeta (des)contente

5.11.16


Lá fora a chuva ainda ameaça desabar
Aqui, no calor do meu silêncio
Restam algumas palavras simples
Que insistem em dizer, 
Entoar a tua existência 
Nas minhas entranhas 
Atiçando verbos, asseverações 
E arengas. 
Ah, sim! 
Eu sou pequeno poeta querendo ser 
Um luzeiro em meio ao breu 
Mas o breu não existe! 
Sou a quem não se trucida 
Sou uma gota de sangue no rosto inocente 
A palavra sem som a ser proferida 
Naquele discurso que não resiste 
Sou um poeta 
Que anda (des)contente.

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