15.10.16

Versa(dor)

15.10.16

Dessas inquietudes que brotam em mim
São como água que corre no rio
Por vezes tranquilas e serenas
Em outras revoltas e atônitas 
Tudo o que minha vista alcança 
Lá na outra margem 
São apenas poemas 
Que desaguam na foz 
Do rio que chora. 
Minh’alma porta 
As infelizes marcas 
Que outrora fostes 
Afáveis instantes 
Hoje estilhaços 
De esquecimento 
Como o vidro despedaçado 
Soltos ao vento da existência 
Nestas veredas que caminho 
Seja meu triste penar 
Eu sou poeta 
Um versador 
E não aprendi a amar.

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