22.11.17

O amor bateu na porta

22.11.17

Estava eu silencioso
Como um errante peregrino
Nestas penosas sendas
Que persistiam em dizer-me:
“Não podemos dar conta de tudo na vida!”
As palavras buriladas
No âmago da minha existência
Reverberaram nos remansos
Do sangue nas minhas artérias
Ah, chegou devagarzinho
Como um tímido passarinho
De riso terno e fala mansa
Veio todo faceiro
Com ardente desejo de ser eterno
Tomei um susto
Ah, sim, ele chegou!
O amor bateu na porta
Olhou pra mim e disse:
Vem comigo!


João Miguel

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