7.10.16

Encontro

7.10.16

Te encontrei numa esquina qualquer, nessas estações da vida que cruzam outras tantas vidas. Enquanto caminhávamos naquela rua, que se chamava Liberdade, você me pedia para rascunhar algo sobre o Chico, mas eu simpatizava mesmo era com o Caetano. Ele era sertão e eu amazônia. Ele dizia que achava lindo o rio amazonas e eu ficava maravilhado com as águas do velho Chico. Todo banzeiro, entre uma poesia e outra, era desafio e foi aí que entendi o recado. Que o rapaz do interior, com aquele sotaque que se sobressaía, tinha se encontrado com o menino da floresta, e que ambos tentavam encontrar algo terno e eterno. 
Ele um pouco mais alto que eu, bem pouco mesmo. Mas nós nos divertíamos do Uruguai ao Solimões, mesmo a gente sendo uma interpretação alternativa de Sozinho. Todos juravam que eu era quimera e ele o faz de conta. Mas nessas comparações, a nossa vida – ah, a vida! - se esquece de mencionar os acasos que deixam a gente na mesma rota de colisão.
E foi desse jeito que eu descobri as coisas que ele ainda não sabe. E a gente sempre encontra e sabe quando um grande amor bate na porta, desses que sonhamos para a vida inteira. Coisa boa saber disso! E quão terno é amar. E quão alegria é amar. E quão felicidade é ser amado. E quão mistério é o amor. Se não há amor, morro e morremos. E quão bonito poder amar. E quão bonito querer crescer no amor.
Durante o tempo que a gente se fez trecho, poema, poesia, a composição foi sendo marcada na melodia das canções que falavam de nós dois. Por isso que, enquanto você for a música, eu não consigo mais ligar minha playlist.

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Entre notas de rodapé - 2017

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