4.7.16

Ninguém me habita

4.7.16

Ninguém me habita. A não ser 
o milagre da matéria 
que me faz capaz de amor, 
e o mistério da memória 
que urde o tempo em meus neurônios, 
para que eu, vivendo agora, 
possa me rever no outrora. 
Ninguém me habita. Sozinho 
resvalo pelos declives 
onde me esperam, me chamam 
(meu ser me diz se as atendo) 
feiúras que me fascinam, 
belezas que me endoidecem. 

Thiago de Mello

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Entre notas de rodapé - 2017

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