25.4.16

Não espero nada fora do normal

25.4.16

Nessas notas de rodapé já escrevi sobre muitas coisas. Sobre os amigos, sobre meus amores, sobre meus dias mais angustiados e outros tantos felizes. Inclusive já disse que quando eu escrevo, é porque não cabe mais dentro de mim. Meu coração tão congestionado de situações necessita esvaziar-se para dar lugar a outras tantas cenas. Hoje, escrevo por um sonho. Escrevo por um imenso desejo de ser feliz. Não que eu não o seja. Mas por uma intensa vontade de querer mais. Por um caminho onde estou livre do que me procrastina. Hoje eu quero deitar num colo que me afague, que cante uma música do Nando Reis, que recite um poema do Leminski, que entrelace seus braços num abraço demorado, deixe que seus corações de carne (e não a mera aparência) se encontrem compassadamente, e seja apenas grato pela simplicidade. “Não espero nada sobrenatural. Não espero nada fora do normal”, já poetizava Phillip Long. É isso: quero algo que me devolva o sorriso mais aberto, a alegria despretensiosa, a ternura que eu um dia te dediquei.

Um comentário:

  1. Wesley Araujo dos Santos25 de abril de 2016 23:08

    Jovem Igor de sorriso contagiante, que coisa fantástica! nestes últimos dias tenho escutando frequentemente Phillip Long e, justamente, "Rapaz do Interior", é a que mais me fascina. Essa música, e muitas do Phillip, é de uma melancolia tão, tão profunda que eleva minha alma, quiça deve ser por seu caráter existencialista, ele fala do toque da existência [pouco sei sobre o existencialismo, só pra constar]. Ah! e de sua existência, como é bom lê-lo também pelas suas palavras...

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Entre notas de rodapé - 2017

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