25.3.16

e.l.e

25.3.16
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Foto: Rafael Hoffmann
Ele se conta nos dedos, mas é tantos
Carrega multidões dentro de si,
Fecha as janelas da sua existência
E abre outras inúmeras janelas
Não tem jeito, ele vive preso
A uma tal de liberdade.
Nas suas veias, ao invés de correr sangue
Correm as águas do velho Chico
Remansos de histórias que se completam
No âmago das suas experiências tão humanas.
Fala das quaresmeiras, dos ipês, dos pôr-dos-sóis
Da sensibilidade cotidiana: das coisas simples,
Do fogão de lenha, do café, do olhar que penetra.
Ele não fazia a mínima ideia
De que eu era um distribuidor de corações
Eu, (pretensioso) acostumado
A dar vida mundo afora,
Me vejo agora com uma pedra dentro do peito.
Menino, pedras pesam demais!

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Entre notas de rodapé - 2017

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