1.11.15

Meu voo é o meu infinito

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Minha gente boa e super querida, confesso que tenho escrito muito pouco aqui no blog. Peço-lhes desculpas pelas ausências de um par de dias. Ultimamente aqui em Santiago tem feito dias lindos, com sol e céu azul límpido e radiante. Tava reparando tal beleza nesse fim de tarde e ao fundo um avião foi cortando o céu. De longe meu olhar foi acompanhando o grande pássaro de alumínio. Confesso que os aviões sempre me fascinaram (já escrevi sobre isso num post anterior). Recordo-me dos meus tempos de menino, que eu ficava, à espera dos voos na varanda da minha casa em Carauari. Meus olhos (e minhas pernas) não disfarçavam a ansiedade de poder estar nas alturas, pertinho dos grandes algodões doces, observando o céu. Sei lá, mas quando a gente é menino o tempo parece de brinquedo. Falo desse tempo da nossa imaginação que tem um cálculo único. Da mesma forma que dois dias passam num segundo, um segundo pode prolongar-se por dois dias. Já sabendo dos dias e horário de chegadas dos aviões, adorava ficar esperando. Quando viajava para as férias, aguardava as ordens do piloto e ao som das turbinas, me despedia mirando pela janela as pessoas que eu amava ficando ali. Aviões nunca me assustaram, pelo contrário: eles me ensinaram, mesmo que a duras penas, a chegar, esperar e a partir. Já faz um tempinho que saí de casa para voar mais alto, fitar meus olhos no horizonte. Porque sei que, em meio de espantos e encantos, estou esperando as ordens do destino para pousar. Meu voo é o meu infinito.

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Entre notas de rodapé - 2017

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