6.10.15

Sobre o Pequeno Príncipe

6.10.15


Tava aqui revirando meus escritos e revi um deles, onde escrevi sobre a flor e a relação dela com o Pequeno Príncipe. Recordo que li há muito esse clássico da literatura mundial. Foi aos doze anos. Confesso que durante esses anos já reli várias vezes. Tem tanto de mim nesse livro, naqueles personagens que se envolviam no desenrolar da história! Mergulhava de corpo e alma naquele universo e voava longe. Uma curiosidade: o Pequeno Príncipe pode ser encontrado em qualquer categoria de uma livraria: filosofia, poesia, fantasia, autoajuda... De uma forma ou de outra, esses temas são trazidos em alguma parte da obra. O bacana é que tudo é dito de forma muito simples, sem rodeio, com poucas palavras. Todo mundo tem um pequeno príncipe guardado em casa. Nem que ele esteja no fundo da gaveta, mas tem! Ele está ali, com seus fios dourados, com seu traje “super-fofo” e sua espada, incapaz de ferir ao menos uma rosa, seu olhar e criatividade singular para viajar no universo alegre e atemporal, para todas as idades: da criança de oito anos à senhora de oitenta. Me encanto e me identifico com os tantos que ele encontra no decorrer da história: o Rei, que vive com um ledo engano de que seu reinado é venerado por todos e se crê maior que o sol. A raposa que é a representação da poesia e nos sustenta com palavras formosas e penetrantes. A rosa (ah, a rosa!), é a fantástica duplicidade de amor e orgulho ao mesmo tempo, que engaiola e liberta. Ela é a responsável por fazer o pequeno herói a compreender o coração no seu íntimo. E mesmo assim com essa dose de ludicidade, sei lá, mas nossa vida adulta faz tudo para encrespar a nossa pureza, a nossa sinceridade. O Pequeno Príncipe nos lembra que, cada um de nós, deve cultivar a sua flor, zelar o seu espaço, ver com o coração, criar laços, cativar o outro e resguardar a sua estrela.

Como diz Exupéry: “Eu não preciso de ti. Tu não precisas de mim. Mas, se tu me cativares, e se eu te cativar... Ambos precisaremos, um do outro. A gente só conhece bem as coisas que cativou. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!”.

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