17.8.15

A ritualidade do beijo

17.8.15
kissing-parakeets
A palavra beijo vem do latim Basium e significa o ato de tocar os lábios em alguém ou alguma coisa. Na verdade, etimologicamente falando temos três definições: oscolum, é o beijo amistoso na face; basium, beijo apaixonado; e o suavium, beijo amoroso com ternura. Um beijo pode significar o amor revelado através deste ato e um intenso desejo carnal. O beijo é um dos sinais que mais revela a beleza do que sentimos em nosso coração por alguma pessoa. Quer dizer, sinal este que não julgo ser somente dos seres humanos. Beijar é estampar amor no outro! Deixar que os desejos saltitantes e inquietos do nosso coração sejam gravados no rosto ou nos lábios daqueles e daquelas que amamos. Beijar é envolver-se com quem se ama. Mas lamentavelmente, há também o beijo árido, estéril. Aquele que se dá sem o verdadeiro desejo de comprometer-se. É dado sem fidelidade alguma, sem amor: o beijo prematuro da balada, do desespero solitário, onde não existe comunhão de corações. Beijar dez pessoas numa noite só virou brincadeira! Constantemente vejo pais presenteando seus filhos com um beijo no rosto. É a intensa demonstração de afeto! Aqui no Chile (e em outras partes do mundo também) os amigos mais íntimos se saúdam com um beijo na face. Já os casos amorosos se alimentam com um beijo diferente: a comunhão de lábios. É quando estas atitudes se dão em total comunhão de afetos, fidelidade e entrega, que elas se elevam à dignidade de sacramentos. Sim, bem isso mesmo! O beijo é sinal visível daquilo que não podemos expressar com palavras. Quando o beijo amigo ou o beijo "eros" espelha essa comunhão, deixa de ser apenas um gesto qualquer. Transforma-se em reflexo divino do amor apaixonado. Por isso que beijar é atitude de encontrar-se com o outro, provocar vida, verdadeira fidelidade e intimidade.

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