31.5.15

Vidas fúteis

31.5.15

Tem fé, mas é delicada e cessante! Diz que não tem medo, mas o que não falta é vontade e ousadia de por a mão na tomada com pés molhados e descalços. Têm profanos sagrados e sagrados profanos enamorados, encontrando-se todos os dias nas estações da vida. Têm pessoas reprodutoras de sistemas de opressão, favoráveis às novas barbáries e tantos outros horrores que a humanidade já presenciou, muitas vezes em nome da civilidade ou em nome de Deus, o que é pior. Tem religião separando pessoas, gerando a cultura de morte. Em meio a tantas desordens e incoerências, a singela capela tá cheia de gente que se beija, se cuida e se abraça. Lá, o Deus humano -e não o todo poderoso- adormece sossegado com janelas abertas sem preocupação. O amor liberta os pedaços de esperanças estilhaçadas nos dias de furor. O amor recolhe os cacos da existência fragmentada no velório da paixão. O amor com sua força vai perturbando a ordem e suscitando profusos incômodos em vidas fúteis.

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Entre notas de rodapé - 2017

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