3.5.15

O dia que descobri Rubem Alves

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Num post anterior, falava do meu gosto por Rubem Alves, minha inspiração para escrever. Mas há uma verdade: não descobri o Rubem perdido no meio da rua e muito menos em meio a uma biblioteca esquecida e cheia de poeira. Descobri o Rubem quando estava elaborando meu trabalho de conclusão de curso, que tratava sobre os princípios educativos para a emancipação do sujeito. Conversando com tia Inês sobre minha pesquisa, ela me falou desse tal Rubem Alves. Na época, ela me presenteou a obra ‘Entre a ciência e a sapiência’. “Pronto! Deve ser mais um daqueles chatos da literatura” - pensei. Enganei-me ligeiramente! Rubem discursava sobre a arte de educar para a vida, sem instituir conhecimentos desnecessários ao ser humano e sem depreciar a criatividade, a iniciativa e os conhecimentos e saberes a cada indivíduo de uma maneira tão próxima, que me apeguei profunda e rapidamente. O poeta dos ipês, com suas palavras recheadas de Filosofia, Literatura, e outras tantas áreas do saber, exaltava a alegria da arte de pensar e do sonhar com o “professor de espantos”. Daquele momento em diante, seria pra mim muito mais que um escritor renomado. Seria um mestre, que sabia brincar com as palavras. Obrigado, tia Inês, por me apresentar o velhinho, fazedor de magia e fomentador de costumes prazerosos que, com suas envolventes palavras, libertou em mim a vontade de escrever e poetizar a vida.

Um comentário:

  1. Maria Inês C. Pereira9 de maio de 2015 11:27

    É a memória não me traiu, na época achei que a leitura de RUBEM ALVES caberia aos teus propósitos; mas concordo que ELE ´e apaixonante, libertador de sonhos e fomenta em nós uma alma não diria de poeta mas de escrevente da vida.

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