18.4.15

Lamento Indígena

18.4.15


Hoje, talvez compreendêssemos
Como sonha o homem branco.
Se soubéssemos as esperanças 
Que transmitem aos seus filhos:
Longas noites de inverno, 
Quais visões do futuro oferecem 
Para que possam ser formados 
Os desejos do dia de amanhã.
Mas somos selvagens! 
Os sonhos do homem branco 
São ocultos para nós. 
E por serem ocultos, 
Temos que escolher 
O nosso próprio caminho. 
Se consentirmos na venda, 
É para garantir 
As reservas que nos prometeste. 
Lá, talvez, possamos viver 
Os nossos últimos dias como desejamos. 
Mas de uma coisa sabemos: 
Esta terra é querida pelo nosso Deus. 
Nem mesmo o homem branco 
Pode evitar o nosso destino comum.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Entre notas de rodapé - 2017

Design e Desenvolvimento por Moonly Design / ©