13.3.15

Caixa postal

13.3.15
Recordo-me de um tempo em que as mensagens eram escritas à mão, do cabeçalho até o momento final de despedida. Do início ao fim corriam minutos suficientes para pensar e repensar o que seria dito. O sentimento era descrito em palavras. Após concluir, seguia-se o ritual de dobrar cautelosamente a folha, sem amassá-la, colocá-la no envelope devidamente endereçado. Depois, seguia-se até os Correios. O percurso era mais um instante para decidir entre enviar ou não a carta. Colocado o selo postal, a batida do carimbo era a sentença final. Não havia possibilidade de voltar atrás. Minha gente, atualmente, nesse universo das redes sociais, tenho percebido que as palavras correm rapidamente. Quando se fala algo, nem mesmo o pensamento é capaz de seguir a mesma velocidade. Bonito é poder reviver, mesmo que por um momento, a época em que na caixa postal chegavam mensagens rascunhadas, trazendo consigo a presença da pessoa que escrevera.

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Entre notas de rodapé - 2017

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