12.11.14

Plural

12.11.14
Minha gente, às vezes não temos ideia da bagagem que carregamos dentro de nós. Hoje, ouso misturar-me na cultura popular para falar daquilo que acredito. Daquilo que sonho. Daquilo que me constitui. Naquelas longínquas terras, chamada Amazonas, desbravei os rios, estradas e enfrentei distâncias. Enquanto percorria esse caminho, fui descobrindo pessoas. Fiz tantos amigos... Essa gente, que entrou na minha vida e faz parte da minha constituição humana. “Estradiei” por lugares ternos, que traziam consigo o Divino. Mas também percorri no interior de minha alma. Nas pessoas e nos lugares que tive a oportunidade de conhecer, eu também tinha a oportunidade de me visitar um pouco, de conhecer-me. Porque o encontro é essa experiência sagrada de se ver refletido. E nessas andanças que fiz por aí, posso afirmar que sou um território sem cercas. Misturei o meu sangue de caboclo amazônida em tantas outras descendências, raças, cores e poesias, que já até perdi o direito de dizer que sou singular. Eu sou plural. No meu coração tão jovem, de apenas 22 anos, abrigo multidões, de maneira que é inviável pronunciar o meu nome, sem identificar nele, tantos outros nomes. É por isso que não posso escrever a minha história sem mencioná-los, sem contar as “bonitezas” que vivemos juntos.

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Entre notas de rodapé - 2017

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