18.6.14

Quando escrevo, é porque já não cabe mais dentro de mim...

18.6.14
Desde um certo tempo, faço minhas anotações em meu caderno de “confissões”. Creio que todo mundo sente essa necessidade de colocar uma imensidão de palavras carregadas de sentimentos numa folha branca. Porém, tem certas histórias inacabadas escritas nele…Quando uma história já não cabe mais ser lembrada, é melhor partir para outra história ou virar a página? Esse partir para, me faz recordar a maiêutica socrática – o parto de ideias. Partir dói e nós aprendemos desde cedo a conviver com a despedida. E quem aprendeu a se despedir? Bem, eu busco refúgio nas letras do meu caderno e esse “partir” por vezes, me dá vontade de “tomar doril”- como dizia minha avó- tomar um chá de sumiço. É verdade, sumir um tiquinho só. Esse caderno é extensão da minha memória inundada de lembranças, de tudo aquilo que eu senti, vivi, experimentei em determinados momentos desses tempos pra cá. Quando eu escrevo é porque já não cabe mais dentro de mim. A potência está na força das palavras, daquilo que eu não entendo, das recordações e sentimentos intrépidos. E tudo isso segue registrado minuciosamente. Sem esquecimento. Mas seria bom mesmo que a gente perdesse a memória em algum lugar, para outra pessoa, pelo menos uma, se lembre da nossa pequena existência. 

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Entre notas de rodapé - 2017

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