27.2.14

A flor do Pequeno Príncipe

27.2.14
Hoje, logo que acordei, lembrei-me desse trecho do Pequeno Príncipe: “Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. [...] aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. [...] No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.” Seja talvez dessa forma que aprendemos e nos apaixonamos pelas pessoas. É essa surpresa e curiosidade pela novidade do outro que mantém uma chama acesa. Como o principezinho, também ficamos boquiabertos ao ir descobrindo alguém. E mesmo que, a princípio não nos pareça interessante, o que faz a diferença são os detalhes, a cor, o tom, a voz, o carinho, o cuidado, a atenção. Tudo o que diferencie uma “flor” da outra. Porém, por vezes somos “jovens demais pra saber amar”. Jovens não de idade, mas de maturidade. Jovens demais para compreender que há “flores” que apenas precisam de atenção e cuidados e que não precisamos de outros planetas para dar valor ao que já vivemos. Talvez, o principezinho quando voltar encontre a rosa à sua espera, mas talvez não...

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Entre notas de rodapé - 2017

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