3.1.14

Dá medo!

3.1.14
Dá medo!
De perder as palavras completamente
E deixar o romantismo delas ir embora.
De sufocado e envolvido por pensamentos tolos
O amor ser banido totalmente.

Dá medo!
Dos dias serem somente solidão.
Das noites enfadonhas e vazias
Com angústia cortante
De não achar abrigo nas tempestades.

Dá medo!
Das incertezas do dia seguinte,
Do eu fadado ao exílio,
Que o anoitecer esperado foi esquecido,
E o sorriso nunca mais se repetirá.

Dá medo!
Que as pessoas tornem-se objetos descartáveis
Dos poetas serem calados,
Dos nossos sonhos serem roubados
E nos transformarmos em indivíduos frios e sem esperança.

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Entre notas de rodapé - 2017

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