16.8.13

Sobre a saudade...

16.8.13
Li aqui um escrito de Candéia, seringueiro do Acre, que dizia o seguinte: “Saudade é um parafuso, que dentro da rosca cai, só entra se for torcendo, porque batendo não vai, e quando enferruja dentro, nem destorcendo sai”. Parei e fiquei ruminando essas palavras. Saudade…
Saudade é quando a gente guarda dentro do peito aquilo que ninguém pode ver. Todos nós sentimos saudade. Seja da nossa infância, daquele cheiro eterno da nossa casa, dos amigos, seja dos amores platônicos da adolescência que um dia nos fizeram suspirar. Olhamos para nossa infância e para lá retornamos, saudosos, lembrando-se de tudo aquilo que já foi vivido, partilhado e experimentado. Lembrando-se do aconchego dos abraços e do confortável prazer de ser feliz. A saudade nos faz caminhar por outras terras e, de repente, suspirar pela comida caseira que só a mãe sabe fazer, o bolo da vovó, as histórias do vovô, a festa de aniversário, aquela música que nos emociona… Todos nós somos resultados daquilo que vivenciamos. Saudades até daquelas pessoas que sumiram da roda da nossa vida e do ser que nós somos e que nunca assumimos. Saudade do silêncio que nos faz ouvir o eco da vida. Saudade de pessoas que, com sua presença, nos incute ternura e confiança. 

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