20.8.13

Juventude e Educação

20.8.13
Com o tema Juventude e Educação e lema: Juventude do campo e da cidade, na luta pela educação que queremos, a Semana do Estudante vem discutir com milhares de jovens, as dificuldades, sonhos e desafios trilhados na construção de um mundo novo, forjado por todas as mãos. Diante das desigualdades em que vivemos, torna-se indispensável discutir a luta por uma educação de qualidade para a nossa juventude que tem um largo potencial de transformação dentro da sociedade. Mais que o futuro do país, a juventude é o presente. Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos que garante: “Os homens nascem e permanecem livres e com igualdade de direitos. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência contra a opressão”. Por isso devemos exigir uma educação digna, capaz de ser uma ferramenta que garanta a emancipação e autonomia das pessoas para a mudança social.
A educação tem o papel de possibilitar uma consciência crítica, a fim de não oferecer somente o aperfeiçoamento para o mercado de trabalho, mas deve olhar atentamente às diversas dimensões do conhecimento, oferecendo assim uma consistência cultural para as nossas juventudes. Os modelos educacionais autoritários vigentes, reprodutores de sistemas, são favoráveis as novas barbáries e tantos outros horrores que a humanidade já presenciou, muitas vezes em nome da civilidade, o que é pior. Temos que acreditar e lutar cada vez mais por uma educação, enquanto prática da liberdade, que respeite e viva a diversidade, que construa o conhecimento na partilha de saberes.
Negamos uma educação que não é construída a partir da vida da juventude, que oprime e que infunde o culto a pátria, a seus símbolos, datas e heróis históricos, não reconhecendo, portanto, a capacidade transformadora dos jovens do campo e da cidade, impondo-os o conhecimento requerido no vestibular, causando medo e impotência frente às injustiças.

Só assim a nossa juventude pode usufruir de sua liberdade, para que o processo civilizatório seja um projeto humano e, efetivamente, seja construído um estado do bem-viver – a tão sonhada civilização do Amor.

Igor Pereira
(Texto publicado no jornal Presença Jovem - Passo Fundo/RS)

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