5.6.12

Eu e o Tempo

5.6.12
Eu na trilha incerta dos meus passos, mergulhado no destino imenso dos meus sonhos, vou percorrendo as estradas do mundo, deitando a toalha branca sobre os altares da humanidade. E retirando do horizonte profundo da vida, a matéria-prima que será sacralizada. Ele, o Tempo e suas cirandas, vidas que se revestem de cores e estações litúrgicas que nos convidam a celebrar o específico de cada motivo: tempo de preparo,  de colheita, vida comum, sopro do espírito, tempo de ressuscitar. Eu sacerdote das divinas causas. Ele sacerdote das humanas razões. Quando com ele não posso, faço acordo, sorriso com os motivos de suas alegrias e poetizo as tristezas que de suas mãos se desprendem.
Mas quando com Ele posso. Ah, quando com ele posso...Eu Dele me esqueço, e vivo...

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Entre notas de rodapé - 2017

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