16.11.10
16.11.10
Juruá, o Rio que chora...


Mergulho profundo
Em águas barrentas
Do jovem Rio Juruá
Inunda a Alma
De esperança e acalma
Um coração encantado,
Com o rio cobra-grande,
Que procura sem cessar,
O leito para descansar.

Na procura ele carrega
Árvores, galhos, terra caída
Fertilizando suas margens
Onde irá brotar a vida,
Gerando trabalho, alimento e renda
Fontes de vida digna.
É o rio dadivoso
Que na sua mansidão
Não se cansa de lutar.

Rio Juruá, o que chora
Que faz encantador
Como o lendário boto,
Embrenhando-se na floresta
Aliviando a sede, o calor
Multiplicando-se em braços
Abraçando o ribeirinho
Guardando a vida, luta, alegria e dor
Misturando-se as lágrimas
Do caboclo sonhador.

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